segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

:: arte para todos

concordo com a idéia de que a arte é para todos. museus são cemitérios. gosto de ver arte em locais públicos. gosto de estar andando pela rua e encontrar uma orquestra apresentando um repertório clássico. também gosto das arquiteturas dos prédios da minha rua, em sua maioria dos anos 50. gosto, mais ainda, de ver como o grafite e o estêncil estão cada vez mais tomando conta do espaço urbano e se tornando uma forma de arte e, muitas vezes, resistência política.
o engraçado é que esse tipo de arte pode ser encontrada onde menos se espera. é natural ver em grandes cidades intervenções urbanas, tanto que na américa latina os maiores centros desse movimento são rio e são paulo. mas me aconteceu algo engraçado esses dias: andando por uma rua toda bonitinha e cheia de lojinhas simpáticas da minha cidade natal, que é bem interiorana, me deparei com um muro com várias figuras feitas em estêncil. um cara meio black; um homer simpson me apontando o dedo; uma vaca me afirmando que ela morre por causa de meus pecados; um logo da rede globo que me diz 'sorria! você está sendo manipulado'. adorei tudo e lamentei não ter uma câmera na hora. tirei fotos no celular mesmo, que são sofríveis, mas que já rendem um papel de parede legal pro meu telefoninho...
enfim, fiquei ali tirando foto dos estênceis, rindo de mim mesma e me perguntando por que, antes daqueles estênceis estarem ali, eu nunca tinha percebido aquele muro velho.

::Banksy é o cara do estêncil:


Beggar

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